Quase um ano após a desocupação, o cenário no local e para as famílias ainda é de abandono. Nenhuma moradia foi construída pelo poder público e a situação dos ex-moradores ainda é precária.
O terreno, uma área de mais de um milhão de metros quadrados, voltou a ficar abandonado, sem cumprir qualquer função social. A Selecta, massa falida do especulador Naji Nahas, continua devendo milhões de reais em impostos e multas à Prefeitura.
As famílias covardemente expulsas de suas casas recebem hoje apenas o aluguel social, pago pelos governos estadual e municipal, mas muitas são obrigadas a juntarem seus benefícios para conseguir alugar uma casa.
“Temos o dever de nunca esquecer aquela violenta desocupação, para que não se repita tamanha crueldade. Mas nosso principal dever é seguir exigindo que o povo do Pinheirinho receba suas moradias e os responsáveis pela vergonhosa desocupação, sejam punidos”, afirma Antônio Ferreira, o Toninho, advogado e um dos líderes do movimento.“Os poderosos pensaram que iriam destruir o movimento, mas nossa luta por moradia não acabou. O Pinheirinho e sua luta continuam vivos”, disse.
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| Ato em Belo Horizonte em Solidariedade ao Pinheirinho - 24/01/2012 (Foto: Leopoldo Resende) |

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